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SEGUNDA PARTE - CAP. I – Dos Espíritos
§ Perispírito – q. 93 a 95 (Cont.)
§ Diferentes Ordens dos Espíritos – 96 a 99
§ Escala Espírita – q. 100 a 113
Um breve resumo
-- Diferentes Ordens dos Espíritos – 96 a 99
Para esfeitos de compreensão do processo evolutivo dos espíritos, podemos agrupá-los conforme o grau de aperfeiçoamento moral que já conquistaram, embora seja importante compreender que não há uma linha demarcatória clara entre as infinitas categorias possíveis.
Podemos, entretanto, agrupar todos os espíritos em 3 categorias distintas:
- Primeira categoria (Espíritos Puros) - atingiram a perfeição possível
- Segunda categoria - chegaram ao meio da escala. O desejo do bem é o foco destes espíritos.
- Terceira categoria: Os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. Possuem em comum a ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza.
Todos os espíritos possuem o poder de praticar o bem, mas a prática varia conforme a escala que ocupam e as ferramentas que possuem (ciência, sabedoria e bondade).
Entre os espíritos da terceira ordem temos:
- Espíritos que se comprazem na prática do mal
- Espíritos levianos (que não são maus, embora perturbem com suas atitudes)
- Espíritos neutros (que não fazem o bem e nem o mal)
-- Escala Espírita – q. 100 a 113
"A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se..." (q 100)
"... Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro a transição é insensível, nos limites os matizes se apagam, ..." (q 100)
"... Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas." (q 100)
"Façamos ainda uma consideração que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todos devam saber tudo... Ora, no mundo dos Espíritos os que possuem limitados conhecimentos são, como os ignorantes deste nosso mundo, inaptos a apreender um conjunto, a formular um sistema..." (q 100)
"... Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres. Vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e atos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram." (q 100)
"Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os Espíritos bons. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo de perfeição." (q100)
"Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos Espíritos com os quais podemos travar relações e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam..." (q 100)
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