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PRIMEIRA PARTE - CAP. I – De Deus
§ Deus e o Infinito – q. 1 a 3
§ Provas da Existência de Deus – q. 4 a 9
§ Atributos da Divindade – 10 a 13
§ Panteísmo – q.14 a 16
Um breve resumo
---- Deus e o infinito - q. 1 a 3
Os espíritos apresentam deus como o princípio de tudo, causa primeira. Nesta definição, apresenta o atributo de ser infinito, considerando que tudo o que desconhecemos é infinito.
Observamos nossa incapacidade de compreender algo muito superior ao nosso conhecimento e capacidade de entendimento
---- Provas da existência de Deus. q. 4 a 9
Partindo do princípio filosófico de que não há efeito sem causa, toda a criação, vista como um efeito, deve ter uma causa originária, chamada de Deus.
A ideia da existência de Deus funda-se também na intuição que carregamos da existência de Deus, presente desde os primórdios da existência humana e de forma universal, o que elimina a possibilidade da educação como fundadora da indução de Deus.
O conceito de causa primária é uma abstração absoluta, que remonta ao princípio de tudo e que antecede até mesmo as expressões mais simples da matéria
Adicionalmente, a harmonia da criação e a sua complexidade sugerem uma causa primária inteligente.
Na reflexão sobre as provas da existência de Deus, é necessário considerar que o orgulho é, frequentemente, um dificultador da compreensão da ideia de Deus como causa primária.
---- Atributos da divindade. q. 10 a 13
Não temos capacidade suficiente para perceber Deus no seu íntimo, para compreender sua natureza íntima.
A compreensão do mistério de Deus depende de nossa capacidade de perceber o sagrado a partir de uma ótica espiritualizada, sem considerar aspectos de materialidade.
Nossos sentidos e capacidades nos permitem ver o sagrado como uma potência única, eterna, infinita, imutável, imaterial, única, onipotente, soberanamente justa e boa.
Percebemos que os atributos de Deus que percebemos são um exercício lógico da aplicação da razão
Deus é eterno - por ser causa primeira, não há uma causa para Deus.
É imutável - O universo é estável, então está sujeito a leis constantes, que não mudam.
É imaterial - A natureza imutável sugere que não pode ser material, pois esta está sujeita à transformação.
É único - Remontamos à casa inicial de tudo. Percebe-se unidade na organização do universo
É onipotente - por ser único e causa primeira de tudo o que há, seu poder deve ser completo sobre toda a criação
É soberanamente justo e bom - Bondade e Justiça revelam-se pela sabedoria e soberania do universo em todos os níveis
---- Panteísmo. q. 14 a 16
Deus é causa de tudo o que existe, pela lógica, não pode ser a soma de tudo o que existe. A ideia de pensá-lo como a soma do que existe nasce de nosso orgulho e ignorância. Percebe-se inteligência na criação porque a criação é uma obra de uma criatura inteligente.
Breves considerações
---- 1 - axioma
"Num axioma que aplicais às vossas ciências..."
q. 4
Axioma:
premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira, fundamento de uma demonstração, porém ela mesma indemonstrável, originada, segundo a tradição racionalista, de princípios inatos da consciência ou, segundo os empiristas, de generalizações da observação empírica [O princípio aristotélico da contradição ("nada pode ser e não ser simultaneamente") foi considerado desde a Antiguidade um axioma fundamental da filosofia.].
---- 2 - Percepções e sentidos
"Não; falta-lhe para isso um sentido."
q. 10
Considerando a ideia de causa primária, talvez possamos observar esta falta de sentido para gerar compreensão dentro do contexto filosófico de transcendência.
Há algo que ultrapassa nosso universo perceptivo, que transcende, gerando mistérios inasscessíveis a nós.
---- 3 - Mistério de Deus
"Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?"
q. 10
O mistério de Deus, em essência, é o que não compreendemos na própria criação
Argumento Cosmológico
1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”
O Livro dos Espíritos
O Argumento da causa primeira ou Argumento cosmológico é um raciocínio filosófico que visa buscar uma causa primeira (ou uma causa sem causa) para o Universo. Por extensão, esse argumento é frequentemente utilizado para a existência de um ser incondicionado e supremo, identificado como Deus.
A premissa básica é que, já que há um universo em vez de nenhum, ele deve ter sido causado por algo ou alguém além dele mesmo. E essa primeira causa deve ser Deus. Esse raciocínio baseia-se na lei da causalidade, que diz que toda coisa finita ou contingente é causada agora por algo além de si mesma.
