Encontro 29/2025

Ano do encontro
29-2025
Áudio do encontro

SEGUNDA PARTE - CAP. VI – Da Volta do Espírito
§  Idiotismo e Loucura - q. 371 a 378

Complementação

Um breve resumo

As questões fisiológicas, genéticas e ambientais podem gerar restrições à expressão do espírito, mas um espírito encarnado sob estas restrições não é indicativo de inferioridade. A idiotia e o cretinismo, assim como a cegueira, e outras limitações físicas à expressão espiritual, são condições impostas ao espírito, à família e à sociedade para que certos desenvolvimentos espirituais ocorram.

As restrições do corpo às manifestações de habilidades espirituais oferecem campo provacional, expiatório e reparatório para os espíritos envolvidos no processo de doenças.

O estado espiritual tende a vencer as barreiras impostas pela matéria, mas esta vitória é proporcional ao grau de adiantmaneto espiritual e às necessidades deste espírito. A responsabilidade diante de cenários de extremas restrições à expressão, como a idiotia e a loucura, é reduzida, podendo até chegar à isenção total de responsabilidade.

As doenças mentais promovem um estacionamento temporário no desenvolvimento moral do espírito, podem ser a consequência de ações desalinhadas às proposições da Lei Natural

"A superioridade moral nem sempre guarda proporção com a superioridade intelectual e os grandes gênios podem ter muito que expiar. Daí, frequentemente, lhes resulta uma existência inferior à que tiveram e uma causa de sofrimentos. Os embaraços que o Espírito encontra para suas manifestações se lhe assemelham às algemas que tolhem os movimentos a um homem vigoroso. Pode dizer-se que os cretinos e os idiotas são estropiados do cérebro, como o coxo o é das pernas e dos olhos o cego." - Questão 373 A

Com frequência, o espírito está consciente de sua condição mental debilitada, o que lhe fornece a compreensão sobre os processos provacionais e expiatórios da experiência.

"“O Espírito, quando em liberdade, recebe diretamente suas impressões e diretamente exerce sua ação sobre a matéria. Encarnado, porém, ele se encontra em condições muito diversas e na contingência de só o fazer com o auxílio de órgãos especiais. Altere-se uma parte ou o conjunto de tais órgãos e eis que se lhe interrompem, no que destes dependam, a ação ou as impressões. Se perde os olhos, fica cego; se o ouvido, torna-se surdo, etc. Imagina agora que seja o órgão que preside às manifestações da inteligência e da vontade o atacado ou modificado, parcial ou inteiramente, e fácil te será compreender que, só tendo o Espírito a seu serviço órgãos incompletos ou alterados, uma perturbação resultará que ele, por si e no seu foro íntimo, tem perfeita consciência, mas cujo curso não lhe está nas mãos deter.” - Questão 375

"... convém não perder de vista que, assim como o Espírito atua sobre a matéria, também esta reage sobre ele, dentro de certos limites, e que pode acontecer impressionar-se o Espírito temporariamente com a alteração dos órgãos pelos quais se manifesta e recebe as impressões. Pode mesmo suceder que, com a continuação, durando longo tempo a loucura, a repetição dos mesmos atos acabe por exercer sobre o Espírito uma influência, de que ele não se libertará senão depois de se haver desligado de toda impressão material." - Questão 375 A

376. Por que razão a loucura leva o homem algumas vezes ao suicídio? “O Espírito sofre pelo constrangimento em que se acha e pela impossibilidade em que se vê de manifestar-se livremente; por isso procura na morte um meio de quebrar seus grilhões.”

Após o desencarne, devido à forte influência da matéria sobre o espírito, é possível que ele vivencie algum tempo de confusão e perturbação até se desprender totalmente da matéria. Quanto maior tiver sido o período encarnatório sob tais condições mentais, maior será o desafio de retomada da percepção espiritual após o desencarne

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