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SEGUNDA PARTE - CAP. IX
§ Faculdade, que têm os Espíritos, de penetrar em nossos Pensamentos – q. 456 a 458
§ Influência oculta dos Espíritos em nossos Pensamentos e atos – q. 459 a 472
Resumo de IA
gerado com Perplexity
Faculdade, que têm os Espíritos, de penetrar os nossos pensamentos.
Os Espíritos têm a capacidade de ver tudo ao nosso redor, mas só prestam atenção naquilo que lhes interessa, não se ocupando com o que lhes é indiferente. Eles conhecem até os pensamentos mais ocultos que tentamos esconder de nós mesmos, fazendo com que seja mais difícil ocultar algo deles após a morte do que de pessoas vivas.
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos.
O texto explica que os Espíritos influenciam significativamente nossos pensamentos e atos, frequentemente dirigindo-os. Em nossa mente, existe uma mistura de pensamentos próprios e sugestões espirituais, cuja distinção nem sempre é clara, mas essa ambiguidade permite maior liberdade de escolha e responsabilidade moral. Espíritos bons aconselham para o bem, enquanto Espíritos imperfeitos incitam ao mal por inveja e sofrimento, sendo que podemos repelir suas influências negativas praticando o bem e confiando em Deus. Assim, somos responsáveis por nossas escolhas, pois atraímos Espíritos conforme nossos desejos e pensamentos, recebendo tanto estímulos para o bem quanto para o mal, numa dinâmica de prova e aprendizado espiritual.
Texto de referência - Premonições
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Mas outros avisos existem que trazem felicidade, os quais parecem antes revelações protetoras, encerrando mesmo caridade para com aquele que os recebe e ainda provando as simpatias que uma pessoa possa inspirar aos seres desencarnados, não obstante ser encarnada. Alguns desses avisos, tal o que em seguida aqui relataremos, dir-se-iam como que intrigas, ou maledicência, mas, se analisarmos o fato na sua verdadeira estrutura, constataremos que, em vez de intrigas, eles demonstram antes o espírito de justiça e de proteção ao ser mais fraco. Um exemplo bastará para meditarmos todos, não só sobre a necessidade de nos dedicarmos ao cultivo do verdadeiro Espiritismo, cheio de vigor e sutis belezas, a fim de o praticarmos nobremente, tal como deve ser, como também sobre a cautela que nos cumpre observar ao decidirmos dar certos passos graves em nossa vida de relação, pois, conforme ficou dito, nem todas as provações que experimentamos na Terra foram programadas como necessidade irremovível da nossa jornada.
Muitas aflições, desgostos e sofrimentos são antes o fruto das inconsequências do momento, a displicência dos nossos atos sob a ação da nossa exclusiva vontade livre, na presente existência.
— Uma jovem espírita do meu conhecimento, residente em Minas Gerais, era médium e possuidora de grande espírito de caridade para com os Espíritos sofredores desencarnados. Sua ternura afetiva para com os obsessores, os suicidas, os endurecidos do mundo invisível, era comovente e digna de ser imitada. Ela os cercava de proteção e amor, orando por eles diariamente, em súplicas veementes; lia trechos da Doutrina Espírita e do Evangelho, convidando-os a ouvi-la, compartilhando da sua comunhão com o Alto; oferecia dádivas aos órfãos, aos velhos e aos enfermos em homenagem a eles mesmos, enfim, era coração sentimental e romântico, até na prática da Doutrina dos Espíritos, pois que lhes oferecia flores colhidas do seu jardim, assim como cultivava com as próprias mãos canteiros de margaridas, de rosas e de violetas, que lhes oferecia em prece afetuosa, dizendo-lhes em pensamento, enquanto revolvia a terra ou espargia água sobre os arbustos:
— Vinde, meus queridos irmãozinhos, e vede: Estas flores são vossas, cultivo-as para vós. Vede como Deus é bom e generoso, que, valendo-se de um pequeno esforço nosso, permite que do seio misterioso da terra despontem estas lindas dádivas para o encantamento da nossa vida. Tudo é belo, bom e generoso dentro da Natureza e ao nosso derredor, desde o Sol, que nos alumia e aquece, protegendo-nos a vida, até a terra, que nos presenteia com os frutos da sua fecundidade. Porque somente nós havemos de ser maus? Pratiquemos antes de tudo o que for belo e agradável, saibamos cultivar o amor em nossos corações para com todas as coisas, e veremos que tudo sorrirá em volta de nós, tornando-nos alegres e felizes, com horizontes novos em nossos destinos para conquistas sempre maiores e melhores.
Ora, assim como os nossos maus pensamentos reagem em nosso próprio desfavor, infelicitando-nos, por atraírem correntes espirituais negativas, assim também os pensamentos bons, um sentimento suave, uma atitude afável reagirão benevolamente, atraindo correntes amorosas que nos suavizarão as peripécias de cada dia. E assim como as nossas más ações são vistas pelos desencarnados, atraindo os de ordem inferior para o nosso convívio diário, até, por vezes, ao extremo de uma obsessão, assim também as nossas atitudes boas igualmente os alcançarão, atraindo os bons para o nosso convívio diário e reagindo sobre os inferiores por lhes tolher as tentativas menos boas contra nós, e reeducando-os com os nossos exemplos. A jovem em questão tornou-se, certamente, benquista no Além-Túmulo, mesmo nas regiões menos felizes, em vista da dedicação demonstrada para com os sofredores, os quais passaram a estimá-la, nela reconhecendo uma amiga, uma abnegada protetora. Graças à sua bondade, tomou ascendência sobre aqueles infelizes que se encontravam no seu raio de atividades mediúnicas, os quais gostariam de um dia lhe poderem demonstrar igualmente amizade e gratidão. O certo foi que essa jovem, cujo nome era Márcia, enamorou-se de um varão, o Sr. R.S.M., ao qual, no entanto, conhecia superficialmente, e tornou-se sua prometida quando foi por ele pedida em casamento. Dadas as circunstâncias prementes da sua vida, pois a jovem Márcia era órfã e sofria a angústia da própria situação social, visto não poder contar com sólida proteção de qualquer membro da família, entendeu ela que o matrimônio solveria todos os problemas que a afligiam, e que aquele homem, que tão dedicado se mostrava, seria, com efeito, o amigo dileto que o Céu lhe enviava para seu protetor na Terra, bênção que a consolaria de todos os desgostos por que vinha passando na sua qualidade de órfã pobre. Era sincera e agia certa de que o noivo também o era, sentimental e romântica, mesclando todos os atos da própria vida com os delicados matizes do próprio caráter. Cerca de quinze dias após a oficialização do compromisso, no entanto, entrou a sonhar que um grupo de Espíritos de humilde categoria do Espaço, ou antes, de categoria moral sofrível, medíocre, avisava-a contra as intenções do prometido e da espécie negativa do seu caráter, como das próprias ações da sua vida particular.
— É um hipócrita! — exclamavam em conjunto, indignados, apontando para o pretendente, que durante os sonhos aparecia a seu lado. — um hipócrita, capaz de todas as vilezas! Supõe-te herdeira de uma fortuna e é o interesse, unicamente, que o move... Ele não te ama, pois é caráter incapaz de amar ninguém... e se insistires nesse compromisso grandes desordens afligirão a tua vida sem razão de ser...
E passavam a enumerar as más qualidades do Sr. R.S.M. e a série de deslizes por ele já praticados. Das primeiras vezes que tal sonho adveio, a jovem Márcia atribuiu-o às suas próprias preocupações e até a mistificações de Espíritos perturbadores, que desejariam prejudicá-la. Mas porque o mesmo se repetisse com insistência, impressionou-se de tal forma que providenciou melhores averiguações em torno do indivíduo a quem confiaria a própria vida, constatando então a justiça dos avisos contidos nos sonhos que tivera, avisos que só poderiam partir de corações sensatos e amigos. O compromisso foi rompido... e a jovem espírita continuou na sua doce tarefa de aconselhar os necessitados do mundo astral com as manifestações da sua ternura toda espiritual e evangelizadora...
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PEREIRA, Yvonne A. Recordações da Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1968.
Texto de referência - Dolorosa perda
No capítulo 10 do livro "No Mundo Maior", intitulado "Dolorosa perda", André Luiz narra a tragédia de Cecília, uma jovem cuja mente estava presa a pensamentos de ódio e rejeição ao espírito de seu filho ainda por nascer. Essa rejeição gerou uma intensa influência espiritual negativa, onde o espírito do feto, suplicante e carregado de sofrimento, buscava viver e reajustar seu destino, enquanto a mãe mentalmente o amaldiçoava, recusando-o e desejando sua morte. A perturbação espiritual resultou em um aborto, provocado pela forte carga psíquica negativa e manifestações espirituais intensas, culminando na desencarnação prematura da mãe. O capítulo enfatiza como as atitudes emocionais e espirituais da mãe influenciam diretamente o destino do filho e dela mesma, mostrando a profunda conexão e responsabilidade moral envolvendo a vida espiritual nessas circunstâncias.
Texto de referência - Fogo Purificador
No capítulo 10 de "Obreiros da Vida Eterna", André Luiz relata sua experiência na Casa Transitória de Fabiano, onde uma velhinha chega aparentemente necessitada de ajuda, mas na verdade engana os trabalhadores espirituais com falsidades e manipulações. André Luiz, inicialmente, acredita na sinceridade dela, mas com o tempo percebe o embuste, pois a velhinha tenta se aproveitar da boa vontade dos socorristas para fugir das dificuldades espirituais que deveria enfrentar. Esse episódio evidencia as dificuldades no discernimento espiritual e a necessidade de vigilância para não ser enganado por espíritos que simulam arrependimento ou sofrimento, mostrando que a evolução espiritual exige sinceridade e responsabilidade pessoal.
